sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Número de produtores caem e produção de leite aumenta 43% em MS

 
 
Campo Grande sediará congresso estadual do leite nos dias 14 e 15 de maio
Cerca de 6.038 pessoas deixaram a produção de leite em 10 anos no Mato Grosso do Sul, os dados são do último levantamento agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no período de 1996 a 2006. Em contrapartida, o IBGE registrou no Estado um acréscimo na produção de leite equivalente a 43% entre os anos de 2006 e 2010. “Os produtores diminuem, mas os que ficam se dedicam e investem em tecnologia”, aponta o zootecnista, palestrante do Programa Mais Leite, André Rozemberg Peixoto Simões.

O número de produtores no Brasil, apresentou uma queda de 26% no período entre 1996 e 2006. Nessa mesma época, Mato Grosso do Sul que registrava 29.579 produtores, caiu para 23.541, apresentando certa estabilidade. “O Programa Mais Leite passará por cinco municípios de MS, intencionando melhorar os índices em beneficio do produtor rural, que por meio de estratégias dará qualidade, maior volume e rentabilidade para setor leiteiro”, explica Clodoaldo Martins, superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso do Sul – SENAR/MS.

Em Mato Grosso do Sul são registrados valores de R$ 0,19 de diferença entre um litro de leite de um produtor para outro. André Rozemberg atribui a diferença dos valores ao investimento na pastagem, calendário de produção, estratégias de venda e armazenamento do produto.

A abertura comercial do mercado do leite iniciou na década de 90, a partir de então a modernização é vista por fatores que incluem a coleta a granel do leite, embalagem longa vida, a visão estratégica e aumento de tecnologias na propriedade. Como todo investimento se exige disposições monetárias, o produtor rural atualmente tem a disposição linhas de crédito que o permitem sua atualização no mercado.

O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – Pronaf, é uma das alternativas para que pequenos e grandes produtores possam investir em tecnologias, e melhorar a qualidade do seu produto, aumentando o rendimento e automaticamente a rentabilidade. Com baixas taxas de juros, o programa tem como público alvo os agricultores familiares cadastrados na Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP).

A taxa de juros do Pronaf varia de acordo com o valor total de custeio, um produtor financiar R$ 10 mil, por exemplo, terá juros de 1,5% ao ano, já com o financiamento de R$ 50 mil arcará com os juros de 4,5%. O mini produtor por meio desse benefício, pode financiar até R$ 18 mil, enquanto que o grande produtor tem direito a valores acima de R$ 700 mil.

As informações foram transmitidas a cerca de 120 produtores rurais na cidade de Camapuã, e segue para as cidades de Paranaíba, Glória de Dourados e Anastácio, fechando o ciclo de palestra do Programa Mais Leite em Campo Grande, com um Congresso Estadual do Leite, nos dias 14 e 15 de maio com realização do SENAR/MS, em parceria com a Federação da Agricultura e pecuária de Mato Grosso do Sul - FAMASUL.

Mais Leite - O Programa é uma iniciativa do SENAR/MS, Federação da Agricultura e Pecuária de MS – FAMASUL e Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural (Funar), com a parceria dos sindicatos rurais, Banco do Brasil e Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul - FAMASUL

Exportações de soja cresceram quase cinco vezes em relação a 2011


Em janeiro, o Brasil exportou aproximadamente 1,01 milhão de toneladas de soja, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O faturamento foi de US$461,8 milhões.

O volume diminuiu 31,2% na comparação com dezembro último, mas foi quase cinco vezes maior que o embarcado em janeiro de 2011, quando foram exportadas 208,09 mil toneladas do grão.

Já a receita com as exportações teve queda de 33,7% em relação a dezembro, mas na comparação com o mesmo período de 2011 o faturamento cresceu 331,0%.

A expectativa da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) para este ano gira em torno de 32,40 milhões de toneladas de soja exportadas pelo Brasil. Este volume é próximo do embarcado em 2011.

EUA barram suco de laranja brasileiro por causa de fungicida

 
 
 
WASHINGTON (Reuters) - Inspetores dos Estados Unidos impediram o desembarque de 20 cargas de suco de laranja no país - sendo 11 delas procedentes do Brasil, maior produtor mundial - por conterem traços de um fungicida proibido, disse o governo norte-americano na quinta-feira (02).

Desde que começaram as inspeções à procura de traços do fungicida carbendazim, 86 carregamentos foram examinados, e 46 foram liberados. Os resultados de outros 20 estão pendentes.

"Com base em todos os resultados que vimos até agora, continuamos confiantes de que o suco de laranja nos Estados Unidos pode ser consumido sem preocupações com a segurança devido à possível presença desses resíduos", disse a Administração de Alimentos e Drogas (FDA, na sigla em inglês) em um relatório semanal.

O preço do suco de laranja concentrado e congelado no mercado futuro tem oscilado muito por causa de incertezas sobre a possibilidade de que a FDA proíba a importação de suco brasileiro.

O Brasil é o maior exportador mundial do suco concentrado e congelado, e os EUA são os maiores importadores. O suco brasileiro representa um décimo de todo o consumo norte-americano.

Além das 11 cargas brasileiras, foram barradas também nove do Canadá. Os carregamentos liberados incluem um do Brasil, 21 do México e 14 do Canadá.

A FDA disse que não houve mudança nos seus padrões para a presença de resíduos no suco de laranja. A agência proíbe a entrada de carregamentos que contenham pelo menos 10 partes por bilhão de carbendazim.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Tipos de Corretivos da acidez dos solos

Corretivos da acidez dos solos são produtos capazes de neutralizar (diminuir ou eliminar) a acidez dos solos e ainda carrear nutrientes vegetais ao solo, principalmente cálcio e  magnésio. A acidez de um solo é devida à presença de H+ livres, gerados por componentes ácidos presentes no solo (ácidos orgânicos, fertilizantes nitrogenados, etc.). A neutralização da acidez consiste em neutralizar os H+, o que é feito pelo ânion OH-. Portanto, os corretivos de acidez devem ter componentes básicos para gerar OH- e promover a neutralização.
Os corretivos de acidez são classificados em:

Calcário: produto obtido pela moagem da rocha calcária. Seus constituintes são o carbonato de cálcio (CaCO3) e o carbonato de magnésio (MgCO3). Em função do teor de MgCO3, os calcários são classificados em : calcíticos, com teor de MgCO3 inferior a 10%; magnesianos, com teor mediano de MgCO3 entre 10% e 25%; e dolomíticos, com teor de MgCO3 acima de 25%. Em função da natureza geológica, os calcários são também classificados em sedimentares e metamórficos. Os primeiros são mais friáveis ou “moles” e os últimos são mais “duros”, porém, quando  bem moídos apresentam comportamento agronômico semelhante.
Cal virgem agrícola: produto obtido industrialmente pela calcinação ou queima completa do calcário. Seus constituintes são o óxido de cálcio (CaO) e o óxido de magnésio (MgO), e se apresenta como pó fino. 
Cal hidratada agrícola ou cal extinta: produto obtido industrialmente pela hidratação da cal virgem. Seus constituintes são o hidróxido de cálcio [Ca(OH)2] e o hidróxido de magnésio [Mg(OH)2] e também se apresenta na forma de pó fino.
Calcário calcinado: produto obtido industrialmente pela calcinação parcial do calcário. Seus constituintes são CaCO3 e MgCO3 não decompostos do calcário, CaO e MgO e também Ca(OH)2 e Mg(OH)2  resultantes da hidratação dos óxidos pela umidade do ar. Apresenta-se na forma de pó fino. Sua ação neutralizante é devida à base forte OH- e a base fraca CO3-2
Escória básica de siderurgia: subproduto da indústria do ferro e do aço. Seus constituintes são o silicato de cálcio (CaSiO3) e o silicato de magnésio (MgSiO3-) .
Carbonato de cálcio: produto obtido pela moagem de margas (depósitos terrestres de carbonato de cálcio), corais e sambaquis  (depósitos marinhos de carbonato de cálcio, também denominados de calcários marinhos). Sua ação neutralizante é semelhante à do carbonato de cálcio dos calcários.


Observações:
1. Conforme foi mostrado, uma base é considerada forte ou fraca pela intensidade com que coloca o OH- no meio: uma base forte coloca, de imediato, todos os seus OH- no meio, enquanto uma base fraca, devido o equilíbrio  químico, coloca mais lentamente e em pequenas quantidades;
2. Pela  ação  neutralizante  dos  corretivos  de  acidez,  fica  claro que  o  cálcio e o magnésio não são neutralizantes; são nutrientes vegetais. As bases químicas efetivas são CO32-, OH- e SiO32-. Isso significa que carbonatos, hidróxidos e silicatos solúveis corrigem a acidez, como  BaCO3, Li(OH), Na2SiO3, mas não são corretivos da acidez “dos solos”. Devido à existência,  em abundância, de materiais que associam essas  bases químicas aos nutrientes cálcio e  magnésio, estes são os indicados para corrigir a acidez “dos solos”, ou seja, são os  corretivos da acidez “dos solos”;
3. O gesso (CaSO4.2H2O) não é corretivo de acidez; isto porque embora o SO42- seja uma base química, sua força é extremamente pequena conforme mostra  o  diminuto valor de sua constante (Kb = 8,3 x 10-13): essa força é quase nula, de nenhuma efetividade prática;
4. há no mercado o produto conhecido como calcário “filler”:  é um calcário que se caracteriza por apresentar granulometria fina.

CARACTERÍSTICAS

1. Natureza química dos constituintes: Conforme visto, os corretivos de acidez diferem entre si pela natureza química de seus constituintes. e, de acordo com essa natureza, os constituintes podem ser ou originar bases fracas, como os carbonatos e silicatos, de ação mais lente, ou base forte como o hidróxido, de ação mais rápida e enérgica. Por isso, os corretivos devem ser comercializados com a sua correta denominação, o que é exigido pela legislação brasileira, a  fim de que o consumidor, conhecendo-os, saiba como utilizá-los corretamente. 
2. Poder de neutralização (PN): O poder de neutralização de um corretivo  de acidez é determinado analiticamente, fazendo-se uma amostra do mesmo reagir com uma quantidade conhecida e em excesso de ácido clorídrico relativamente diluído (0,5N) e a quente. Dessa forma, é dada oportunidade ao corretivo de exercer toda a sua capacidade de neutralizar o ácido. Posteriormente, determina-se o excesso de ácido e, por diferença, calcula-se a quantidade de ácido neutralizada pelo corretivo. De acordo com  o princípio da equivalência química, a quantidade de ácido neutralizada equivale à quantidade de constituinte neutralizante contido na amostra. Ainda pelo princípio da equivalência, seja qual for o constituinte da amostra, considera-se como sendo o CaCO3, que é tomado como padrão. Assim, calcula-se a quantidade de CaCO3 que deveria existir na amostra e o resultado é  expresso em “porcentagem equivalente em carbonato de cálcio”.
3. Teores de cálcio e de magnésio: A identificação de um produto como corretivo de acidez dos solos é feita determinando-se os teores de cálcio e de magnésio. A ausência ou teores muito baixos desses elementos indicam que o produto não é corretivo de acidez dos solos. Essa determinação fornece os teores desses constituintes na forma elementar, isto é, Ca e Mg; mas são expressos, por convenção, como CaO e MgO em todos os corretivos.
4. Solubilidade: A solubilidade em água das espécies neutralizantes dos corretivos é baixa: CaCO3: 0,014 g/L a 25ºC; MgCO3: 0,106 g/L a 25°C; Ca(OH)2; 1,85 g/L a 0°C; Mg(OH)2: 0,009 g/L a 18°C; CaSiO3: 0,095 g/L a 17°C. O CaO e o MgO reagem com a água produzindo os respectivos hidróxidos. As impurezas presentes nos materiais corretivos concorrem para dificultar a solubilidade desses constituintes.

5. Granulometria: Devido à baixa solubilidade das espécies  neutralizantes, a ação dos corretivos nos solos depende, além da umidade, do contato do corretivo com o solo. E esse contato, por sua vez, depende:
a) Da moagem do corretivo: quanto mais moído, maior é o contato e mais rápida será sua
ação no solo e vice-versa;
b) Da mistura do corretivo com o solo: quanto mais misturado, maior é o contato e mais rápida será sua ação no solo e vice-versa. Para uma boa mistura do corretivo com o solo é necessário que ele seja distribuído uniformemente e também bem incorporado, isto é, é necessário que o corretivo seja bem aplicado. Pode-se afirmar com segurança que perde-se muito do efeito dos corretivos devido a imperfeições na aplicação. Deve ser lembrado que o aumento do grau de finura aumenta também as dificuldades de aplicação, tanto em relação aos equipamentos aplicadores quanto às perdas em conseqüência do vento, e também o maior contato do corretivo com o operador.
6. Reatividade e efeito residual: Reatividade de um corretivo é a velocidade de sua ação no solo, ou seja, a rapidez com que corrige a acidez. A reatividade depende:
- Das condições de solo e de clima: quanto maiores forem a acidez do solo, a temperatura e a umidade, maior é a reatividade, razão porque nas regiões tropicais os corretivos são mais reativos do que nas regiões temperadas e frias.
- Da natureza química: as bases fortes são mais reativas do que as bases fracas;
- Da granulometria: quanto mais fino for o corretivo, maior é a reatividade.
Ressalte-se que:  
a) reatividade significa o percentual do corretivo que reage no solo dentro de um período de 3 meses;
b) exigir garantia de reatividade mínima para os calcários  não é interessante do ponto de vista agrícola: os calcários B e C apresentam a mesma reatividade, porém 33% do calcário B não terá qualquer efeito enquanto apenas 5% do calcário C não terá efeito. Portanto, é mais interessante exigir-se garantia mínima de  granulometria, o que é adotado pela legislação brasileira: os calcários devem  passar no mínimo 95% na peneira Nº 10 (ABNT), 70% na peneira Nº 20 (ABNT) e 50% na peneira Nº 50 (ABNT) (Brasil, 1986). O calcário C atende exatamente a esses mínimos.  Deve-se notar então que a legislação tolera até 5% do material que não terá reação no solo;
c) o calcário “filler” por ter granulometria bem mais fina que 0,30 mm (peneira Nº 50), deve ter reatividade superior a 100%;
d) as cais (virgem e hidratada), além de apresentarem granulometria bastante fina, têm suas reatividades aumentadas devido  à natureza química (bases fortes): portanto suas reatividades são bastante superiores a 100%, podendo-se dizer que a ação desses produtos é quase “imediata” (10 a 15 dias). 
Efeito residual de um corretivo é o tempo de duração da correção da acidez, ou seja, é a duração da calagem. O efeito residual depende  de vários fatores: dosagem de corretivo usada na calagem, tipo de solo, adubações (os  adubos nitrogenados acidificam o solo), intensidade de cultivo, dentre outros. Porém um fator também importante no efeito residual é a reatividade do corretivo: quanto maior a reatividade, menor o efeito residual, isto é, quanto mais rápida a ação do corretivo, menor é a duração da calagem e vice-versa. Portanto, reatividade e efeito residual são duas características antagônicas.

7. Poder Relativo de Neutralização Total (PRNT): A ação de um corretivo depende fundamentalmente das características: poder de neutralização (PN) e reatividade (RE). Isoladas,  essas duas características não possibilitam uma adequada avaliação da ação do corretivo; por  isso foram associadas, dando origem ao índice denominado Poder Relativo de Neutralização Total (PRNT).
O aumento do PRNT dos corretivos pode ser conseguido pela moagem mais fina ou pela calcinação (transformação do carbonato em óxido ou hidróxido): no primeiro caso ocorre somente aumento de reatividade e no segundo ocorre aumento de PN e reatividade. Por isso, pode-se concluir que, em geral, quanto maior o PRNT maior é a reatividade do corretivo.
A rigor, o conceito de eficiência está ligado  à lucratividade, isto é, o corretivo mais eficiente é aquele que proporciona maior lucro. Para isso é necessário levar em conta aspectos técnicos e econômicos.
Quanto aos aspectos técnicos, deve-se considerar que: há situações que necessitam de corretivos com maior reatividade, como no caso de atraso na calagem, calagem em terrenos arrendados temporariamente, hortas, solos muito ácidos; há situações que necessitam de efeito residual como no caso de calagem para implantação de culturas perenes, semi-perenes e pastagens; muitas situações necessitam de corretivos com reatividade e efeito residual em níveis intermediários.
Deve-se considerar também a natureza  química do produto e a granulometria, porque exigem diferentes cuidados na aplicação: cal virgem, cal hidratada e calcário calcinado devem ser incorporados  logo após a aplicação para não se empedrarem, assim como exigem maior proteção das pessoas que os aplicam quanto ao contato com a pele e os olhos; e produtos de granulometria fina exigem equipamentos adequados para aplicação, assim como podem apresentar acentuadas perdas devido ao vento.
Não se pode definir o melhor corretivo apenas pelas suas características. Há diferentes situações agrícolas que exigem corretivos com diferentes características: cabe ao técnico indicar o corretivo  mais adequado a  cada situação; e cabe aos produtores de corretivos colocar no mercado produtos com características especificadas e garantidas.



Ecila Maria Nunes Giracca                            José Luis da Silva Nunes
Eng. Agrª, Drª em Ciência do Solo               Eng. Agrº, Dr. em Fitotecnia

Chuva do final de semana deve amenizar as perdas

 
 
Maiores volumes de chuva, esperados a partir de domingo na Fronteira-Oeste, Campanha e Metade Sul, devem amenizar a condição de estiagem, estancar as perdas no arroz e garantir o restante da safra da soja, que já apresenta quebra de 22,33% em todo o Rio Grande do Sul e superior a 60% em alguns municípios. A previsão da Somar Meteorologia indica que nesta quarta-feira ocorram precipitações isoladas no Oeste, em função da instabilidade que atua sobre a Argentina. No entanto, os índices pluviométricos devem atingir de 100 a 120 mm até a próxima quarta-feira nestas regiões. Em localidades do Norte, Nordeste e Região Central, o nível será menor e não deve ultrapassar os 80 mm.

A meteorologista do Somar Olivia Nunes explica que as temperaturas seguem elevadas e as chuvas voltam a ficar escassas pelo menos até o dia 15 de fevereiro, quando uma nova frente fria se forma no Estado e sofre influência da umidade oriunda do Norte do País. Neste caso, a formação das chamadas zonas de convergência do Atlântico Sul podem trazer novas precipitações, inclusive com risco de temporais. A notícia vem em boa hora para os produtores gaúchos. O vice-presidente da Associação dos Arrozeiros de Dom Pedrito, Jair Rossato, afirma que o momento da soja determina que, a cada dia sem chuvas, em média uma saca a menos será colhida. O grão tem quebra consolidada de 30% e pode, na pior das hipóteses, fechar em 80% de perdas em uma área de 45 mil hectares plantados no munícipio da região Sudoeste. “Hoje temos 30% de prejuízo consolidado. A partir de agora, a nossa projeção é de que a cada dia que passa, se perde em média um saco por hectare na colheita de soja. Se tivermos mais 15 dias de estiagem, muitos produtores ficarão sem safra, pois estamos em uma época crítica”, avalia.

Rossato constata que no cultivo do arroz, a região reduziu a expectativa de plantio de 50 mil hectares para 32 mil, pela falta de água nos reservatórios. A diminuição superior a 35% pode ser ampliada em até 20%, em função dos prejuízos com a seca. Neste caso, a colheita do munícipio ficará restrita a apenas 25 mil hectares, baixa de 50% na comparação com o potencial produtivo.

Na principal região produtora de milho do Rio Grande do Sul, a quebra no grão chega a 60%, sem expectativa de reversão dos danos. Agora a preocupação, esclarece o presidente do Sindicato Rural de Passo Fundo, João Batista da Silveira, é com as perdas de 25% na soja. “Registramos chuvas localizadas nas últimas semanas. Isso dificulta quantificar as perdas reais. Até janeiro, a seca era generalizada. As pancadas de chuva têm estabilizado a situação.

Micronutrientes



Os Micronutrientes são utilizados pelas plantas em pequenas quantidades. Sua falta, no entanto, pode acarretar grandes perdas na produtividade.
O zinco (Zn), cobre (Cu), ferro (Fe), manganês (Mn), molibdênio (Mo), boro (B) e cloro (Cl) são os elementos considerados micronutrientes essenciais. Outros elementos, como o sódio (Na), cobalto (Co), silício (Si) e níquel (Ni), são considerados benéficos.
Os micronutrientes ocorrem em teores muito baixos no solo e a quantidade total varia com o material de origem e o grau de intemperização dos solos. Solos derivados de basalto são mais ricos em micronutrientes,  que os derivados de arenitos. 
A disponibilidade dos  micronutrientes para as plantas é influenciada pelas características do solo, como à textura e mineralogia, teor de matéria orgânica,  umidade, pH, condições de oxi-redução e interação entre nutrientes. O entendimento da dinâmica dos micronutrientes nos diferentes tipos de solo e do requerimento pelas culturas, definição de doses, fontes e estratégias de fornecimento de micronutrientes, adequadas às condições locais, são passos fundamentais para maior produtividade das lavouras e uso eficiente de insumos.
Fontes:
A quantidade total de micronutrientes no solo varia com o  material de origem  e o grau de  intemperização dos solos.
Solos derivados de basalto são mais ricos em micronutrientes, especialmente em Mn, Fe e Zn, do que os de arenitos e sedimentos orgânicos.


Micronutrientes essenciais 
Boro (B):
Este micronutrientes está presente em diversos minerais, na forma de boratos ou borossilicatos, há maior concentração de B em granitos do que em basaltos. A forma iônica absorvida pelas plantas é H3BO3. Atua no metabolismo de carboidratos e transportes de açúcares através de membaranas, na formação da parede celular, divisão celular, no movimento da seiva.
Plantas deficientes em boro podem apresentar grãos leves, bem como maior queda de florada e formação de sementes, seca dos ponteiros com morte de gema terminal. As plantas apresentam atrofia e posterior necrose das pontas de ramos, podendo ocorrer ou não excesso de brotações laterais, logo abaixo da gema atrofiada, formação de manchas necróticas internervais e nos bordos das folhas (Figura 1).



























Figura 1 - Sintomas de deficiência de boro em plantas.


 

Cloro (Cl):
O cloro e o boro são os micronutrientes de maior solubilidade. Cloretos de sódio, potássio, magnésio ou cálcio são os principais minerais de cloro. O cloro é adicionado indiretamente nas adubações, através do cloreto de potássio  utilizado como fonte de K.
A forma iônica absorvida pelas plantas é Cl-. Está ligado ao metabolismo da água e a transpiração das plantas, além de participar da fotossíntese. É mais comum excesso do que a deficiência deste micronutriente. A toxidez do cloro é caracterizada pela queima das margens das folhas localizadas externamente na planta.
A deficiência se manifesta murcha dos ápices foliares, seguida por clorose e necrose generalizadas. As folhas podem exibir crescimento reduzido, eventualmente assumindo uma coloração bronzeada "bronzeamento" (Figura 2).

 



Figura 2 - Sintomas de deficiência de cloro em plantas.


 

Cobre (Cu):
Ocorre associado ao enxofre na forma de sulfetos. A forma iônica absorvida pelas plantas é Cu2+. Tem papel importante na fotossíntese, respiração, redução e fixação de nitrogênio que ocorre no interior dos nódulos nas raízes de leguminosas.
Os sintomas de deficiência ocorrem nas folhas novas, que permanecem alongadas, deformadas e com as margens cloróticas voltadas para baixo.

Figura 3 - Sintomas de deficiência de cobre em plantas.

 


Ferro (Fe):
O ferro ocorre nos solos na forma de óxidos primários como a hematita e magnetita. Com o intemperismo, os óxidos e hidróxidos de ferro aumentam nos solos. A deficiência pode ocorrer, mesmo em solos com elevados conteúdos de Fe, pois pequena proporção permanece solúvel. A forma iônica absorvida pelas plantas é Fe 2+ .
Essencial ao metabolismo energético, atua na fixação do nitrogênio e desenvolvimento do tronco e raízes. Sintomas de deficiência são presença do verde muito claro nas folhas, com estreita faixa verde ao redor das nervuras, inicialmente nas folhas mais novas. Folhas com aparência de vidro, transparentes e retorcidas (vitrificação).

Manganês (Mn):
O Manganês faz parte de diversos minerais, ligado principalmente ao oxigênio e silício. Os óxidos e sulfetos de manganês são as formas mais comuns nos solos. A disponibilidade do nutriente pode ser bastante variável, implicando em deficiência ou toxicidade às plantas, dependendo da solubilidade dos compostos de manganês presentes no solo.
A forma iônica absorvida pelas plantas é Mn2+. Atua na síntese da clorofila, e  participa do metabolismo energético. A deficiência leva a diminuição da fotossíntese e da produtividade, aparecendo manchas cloróticas entre as nervuras das folhas superiores, permanecendo as nervuras e uma parte do tecido ao redor delas com coloração verde, acentuando a deficiência, a clorose fica generalizada.

Molibdênio (Mo):
Ocorre como sulfeto ou na forma de óxidos. A maior parte do molibdênio presente no solo está em formas oclusas, no interior de minerais primários e secundários. O intemperismo desses minerais libera íons molibdato, cuja solubilidade aumenta em condições alcalinas, contrariamente ao que se observa com os outros micronutrientes metálicos (Cu, Fe, Mn e Zn). Tem um papel significativo para a fixação do nitrogênio pelas bactérias, no caso das leguminosas.
Atua, também, no metabolismo do nitrogênio na planta.  O excesso de molibdênio pode ser tóxico para os animais e para as sementes em germinação prejudicando a absorção e translocação de ferro pela planta. Sintomas de deficiência são amarelecimento das folhas mais velhas e possíveis necroses marginais.

Zinco (Zn):
Está presente em diversas rochas básicas e ácidas, em compostos como sulfetos, carbonatos, silicatos e fosfatos. Participa da síntese do aminoácido triptofano, componente de hormônio do crescimento, plantas deficientes em zinco são menores, raquíticas e com internódios curtos, com cloroses internervais. O zinco é fundamental para a síntese das proteínas, desenvolvimento das partes florais, produção de grãos e sementes e maturação precoce das plantas.
A deficiência de zinco afeta o crescimento de ramos e de folhas, havendo formação de internódios curtos, com o aparecimento de folhas miúdas na extremidade dos ramos.

Dinâmica de micronutrientes
A disponibilidade dos  micronutrientes para as plantas é influenciada pelas características do solo, como à textura e mineralogia, teor de matéria orgânica,  umidade, pH, condições de oxi-redução e interação entre nutrientes causando uma dinâmica complexa no solo. O cobre, ferro, manganês e zinco em solução apresentam-se na forma de cátions, tornando-se insolúveis com a elevação do pH do solo, boro, enquanto que o cloro e molibdênio comportam-se como ânions.
O Cu e Zn são fortemente adsorvidos aos colóides inorgânicos do solo e formam complexos com a matéria orgânica. O Fe e Mn podem passar para diferentes formas de solubilidades nos solos, sendo que os ciclos de umedecimento e secagem do solo e a atividade biológica interferem na disponibilidade desses micronutrientes. Solos arenosos e pobres em matéria orgânica são mais propensos às deficiências de micronutrientes pois, além de não disporem de uma fonte que é a matéria orgânica, a lixiviação é facilitada pela falta de cargas elétricas que permitiriam a retenção dos micronutrientes adicionados via adubação. 
O Mo, na forma de molibdato, é adsorvido aos colóides da solução do solo, sendo mais retidos, em condições de alta acidez do solo, a calagem, ao elevar o pH, favorece o aumento da disponibilidade. Já o Mn é disponível em solos ácidos. Ao diminuir a disponibilidade de Mn, a calagem evita um problema comum nos solos ácidos, que é a toxicidade do elemento às plantas. Calagens excessivas, entretando, podem indisponibilizar alguns micronutrientes.
A medida que o pH do solo aumenta, diminui a disponibilidade dos micronutrientes catiônicos (Zn, Cu, Fe, Mn, Co) por causar a precipitação na forma de óxidos, enquanto que aumenta a Mo e do Cl, que estão na forma de ânions.
Fertlizantes:
A aplicação de micronutrientes pode ser feita via solo, incorporados às misturas granuladas, fertilizantes granulados e fertilizantes simples, como revestimento dos fertilizantes NPK, em aplicações via adubação fluida e fertirrigação, via adubação foliar, pelo tratamento das sementes e  pela aplicação em raízes e mudas.
A legislação brasileira de fertilizantes define os produtos que são considerados fontes de micronutrientes e suas respectivas garantias mínimas.
Destas fontes, algumas são solúveis em água, como os quelatos, nitratos, sulfatos e cloretos, enquanto outras são insolúveis, mas disponibilizam os micronutrientes às plantas quando aplicadas ao solo, como no caso dos carbonatos, fosfatos, óxidos, fritas e outras.
Existem no mercado numerosas opções de produtos fertilizantes contendo micronutrientes, para uso em diversas formas de aplicação. As principais de fontes de micronutrientes são os inorgânicos, os quelatos sintéticos, e os complexos orgânicos naturais.
Existem também os produtos comerciais chamados “fritas” (fritted trace elements). As “fritas”, são oxi-silicatos obtidos pela fusão de silicatos ou fosfatos com um ou mais micronutrientes a altas temperaturas.


Créditos:

Ecila Maria Nunes Giracca                            José Luis da Silva Nunes
Eng. Agrª, Drª em Ciência do Solo               Eng. Agrº, Dr. em Fitotecnia

Falta de chuvas prejudica desenvolvimento da soja no RS



Conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nessa quarta-feira (1º-02), o volume de chuvas registrado na semana que passou e no início desta não atendeu às necessidades hídricas das lavouras no Rio Grande do Sul. Conforme a previsão da meteorologia, para o período de 2 a 9 de fevereiro, o deslocamento de uma frente fria pode provocar chuvas de volumes significativos na maior parte do Estado, principalmente na Metade Sul, onde os totais acumulados poderão superar os 100 mm. Nas regiões Centro, Metropolitana e Serra do Sudeste, os volumes de chuva devem oscilar entre 35 mm e 50 mm na maior parte das áreas, podendo chegar a 80 mm em pontos isolados. Já no Noroeste do Estado, as chuvas serão de fraca intensidade (entre 20 mm e 35 mm).

Devido ao prolongado período de estiagem, o desenvolvimento da cultura da soja está muito prejudicado no Rio Grande do Sul. As lavouras que estão na fase de desenvolvimento vegetativo (29%) encontram-se com o porte baixo, entrando em floração (48%) em situação atípica e com formação de vagens e grãos (23%) de maneira desuniforme. Essa situação vem ocorrendo principalmente nas cultivares precoces, que ocupam cerca de 70% da área cultivada. Nos municípios onde voltou a chover, os produtores foram motivados a replantar as áreas afetadas.

A cultura do milho segue com seu quadro evolutivo de forma alterada devido às condições adversas do clima. Os produtores que conseguiram cultivar na primeira quinzena do mês de agosto conseguiram uma safra considerada normal, alcançando até 8.000 kg/ha. Entretanto, como o inverno foi rigoroso, a grande maioria dos produtores só conseguiu semear após a segunda quinzena de agosto, ou mesmo meados de setembro. Com isso, as lavouras atingiram as fases de floração e enchimento de grãos em plena estiagem, que se intensificou a partir de dezembro. Atualmente, cerca de 43% das lavouras ainda se encontram nessas duas fases.

A colheita da lavoura do feijão já atinge 2/3 da área plantada no Rio Grande do Sul. Em decorrência da estiagem, as perdas, até o segundo decêndio do mês de janeiro, eram de 6,47% na produção. A partir de agora, as condições meteorológicas é que deverão ditar a tendência da produtividade final até o término da colheita. Em algumas regiões, os produtores já iniciaram o plantio da 2ª safra do grão. A estimativa inicial ainda se prende aos atuais acontecimentos, ou seja, estiagem com perdas e preço em alta. A maior procura pelo produto e o aumento do valor da saca de feijão podem reverter a tendência inicial de redução da área plantada. Na comercialização, a saca de 60 kg do feijão preto, no RS, nesta semana, subiu mais 3,4%, passando a valer R$ 87,50.

Agrolink com informações de assessoria
Autor: Júlio Fiori

Temperaturas elevadas dificultam produção de hortigranjeiros no RS



Nos Vales do Taquari, do Caí e do Rio Pardo, as temperaturas elevadas têm dificultado a produção de hortigranjeiros, principalmente das folhosas. Na região, já há estimativa de quebras de 60% na produção, o que se reflete no mercado, encarecendo o produto final para os consumidores. Na Fronteira Oeste, no município de Uruguaiana, concluída a colheita de tomate e pimentão produzidos em estufas, os produtores, a partir de agora, estão apostando no cultivo de folhosas, pois nesta época a procura aumenta significativamente, forçando o aumento dos preços. Os cultivos de verão de batata-doce, mandioca e abóbora estão em fase de tratos culturais.

Agrolink com informações de assessoria

Rebanho gaúcho sofre com os efeitos da estiagem

 
 

Devido à estiagem, os campos nativos estão muito secos, as plantas, amareladas, com baixo valor nutritivo, apresentando um baixo volume de massa verde, insuficiente para atender as necessidades nutricionais dos animais, causando perda de peso dos rebanhos. As pastagens cultivadas, assim como as lavouras de milho e sorgo destinadas para a produção de silagem, também apresentam baixa produção, tanto de massa verde quanto de grãos. Em alguns municípios, devido ao baixo teor de umidade do solo, os produtores encontram dificuldade para a implantação de novas áreas com forrageiras, sendo que algumas lavouras apresentam falhas na germinação e outras nem foram implantadas pela falta de umidade.

O rebanho de gado de corte, de maneira geral, ainda apresenta condições corporais satisfatórias, mesmo na situação com os campos nativos em desenvolvimento vegetativo muito lento. O longo período de restrição alimentar deverá reduzir a produtividade do rebanho, com menor taxa de natalidade e desfrute, pois os animais estarão com baixo peso corporal no início de outono e inverno, estação crítica em relação à disponibilidade de alimentos.

Na região de Bagé, onde o período de reprodução ainda está em andamento, devido à estiagem, deverá haver redução na produção de terneiros. No caso dos municípios de Alegrete e Lavras do Sul, há expectativa de redução de até 30% de nascimento de terneiros, em relação ao mesmo período do ano passado. Na maioria das bacias leiteiras do Rio Grande do Sul, ocorreram perdas aproximadas de 15% a 20% da produção de leite em relação ao mesmo período do ano anterior, embora os municípios mais assolados pela estiagem apresentem perdas bem superiores.

Agrolink com informações de assessoria

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Raiva em Dom Feliciano



DEFINIÇÃO

A raiva é uma zoonose causada por vírus, que é transmitida ao homem por animais mamíferos. É uma doença mortal para os animais e seres humanos.

TRANSMISSÃO

A transmissão da raiva acontece quando um animal infectado deposita o vírus existente em sua saliva em ferimentos e mucosas de pessoas, através de mordidas, arranhões ou lambidas.

Para o homem, o principal transmissor da raiva é o cão, vindo a seguir o gato. Atualmente o morcego vem se tornando um importante transmissor, principalmente o morcego  hematófago. Eles atacam preferencialmente os  animais herbívoros, e ocasionalmente o homem, e transmitem  a doença,  mesmo sem apresentar  sinais indicativos, mantendo assim a cadeia de transmissão.


PARECER TÉCNICO

Em uma conversa com meus amigos e colegas de trabalho os Veterinários Michel  e Cristiane, eles me deram seu parecer.
Michel diz que "Os sinais estão aparecendo, a grande causa é que os proprietários não vacinaram os animais". Cristiane relata "Deve ser vacinado também os cães e os gatos. "

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Seca prejudica agricultores e produção




Aracy e um dos onze filhos


“Colhi dois saquinhos de feijão que sobreviveram da lavoura”, disse Aracy Iolanda Garcia de Almeida, 49 anos, casada com Virnei de Almeida Lucas, 55, do Passo do Lajeado. Segundo o prefeito Clênio Boeira, que convocou reunião com a Comissão Municipal de Defesa Civil- COMDEC, a região no entorno de Úmbu, Linha do Amaral, Faxinal e Arroio Potreiro em direção ao Herval são as mais afetadas pelo problema da seca. “Existem perdas que nós chamamos perdas consolidadas, ou seja, aquelas perdas que não tem mais reversão”, diz o Prefeito, que estima hoje perda de cerca de 80% da produção de feijão do município. Técnicos da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável e Meio Ambiente e EMATER se deslocam para o interior para avaliarem as perdas. Conforme o chefe do Escritório Municipal da EMATER/RS-ASCAR de Dom Feliciano, Ricardo Felicetti, o milho plantado em setembro/outubro ficou sujeito à estiagem nas fases mais críticas da cultura, que são o florescimento e a formação de espigas. Felicetti espera “que a culturas de segundo ciclo (feijão e milho safrinha) tenham um desempenho melhor com a chuva”. Os técnicos também estimam a redução de 25% na produção de leite. O prefeito Clênio decretará Estado de Emergência na segunda, dia 23 de janeiro, e retoma a abertura de poços nas propriedades, que no ano passado somaram 200, para atender o problema de abastecimento de água nas propriedades do interior.


Texto: Luciane Godinho da Silva - Mtb 8006
              Leandro Junhkerr Porto
Fotografia: Luciane Godinho da Silva - Mtb 8006
Departamento de Editoração e Publicações

 

Parreiral do Estaniekis










Propriedade do Sr. Zeno Mietlinski





Em ritmo de pré-plantio de pepino na propriedade.

sábado, 21 de janeiro de 2012

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Diversificar agrega renda a Agricultura Familiar

 Parreira de Uva. Jairo Estanieski (esquerda foto) e o secretário de Desenvolvimento Rural Sustentável e Meio Ambiente, Celmar Limberguer.

 
Programas e alternativas à produção de tabaco, cada vez mais são realidade em Dom Feliciano. A diversificação de culturas está deixando de ser um mito, algo assustador para o homem do campo, para tornar-se algo palpável, possível. Diversificar nada tem a ver com terminar, impedir a produção de tabaco, mas sim, tornar a produção diversa, variada.
A família de Isauro Estanieski – moradores da região de Cerro dos Coqueiros, interior de Dom Feliciano - é um bom exemplo disso. Aderiu a diversos programas, agregando renda e deixando de depender exclusivamente do tabaco.

Os Estanieski utilizam apenas mão de obra familiar. O patriarca Isauro e sua esposa Zélia, o primogênito Jairo casado com Ana e o caçula Juarez com Leandra, trabalham unidos e, numa iniciativa arrojada – eram essencialmente produtores de tabaco –, com apoio da Administração Municipal, decidiram diversificar. E para eles tudo está dando muito certo.
A venda de produtos para o Programa de Alimentação Escolar gera renda a curto prazo para os Estanieski. Eles também estão inscritos no PAA (Programa de Aquisição de Alimento) que em breve entrará em funcionamento.
Além disso, a família tem um hectare de parreira de uva (Programa Pró-Uva) implantado. A escavação de um açude para participação no Programa Mais Peixe, foi concluída há algumas semanas. Também, árvores de bergamota e laranja foram plantadas. Alternativas que renderão num prazo um pouco maior, reforçando ainda mais a propriedade.

IV Reunião da Rede Temática de Diversificação em Áreas Cultivadas com Tabaco
Nos dias 29 e 30 de novembro aconteceu em Dom Feliciano a IV Reunião da Rede Temática de Diversificação em Áreas Cultivadas com Tabaco. Em seu primeiro dia, terça (29), o encontro foi realizado na câmara Municipal de Vereadores.
Na quarta, 30 de novembro, os integrantes da Rede Temática visitaram duas propriedades no interior de Dom Feliciano. Pela manhã, a propriedade da família de Laone Ortiz, produtor de leite e tabaco, além de alimentos para subsistência. À tarde, a família visitada foi justamente a de Isauro Estanieski.
Dentre os integrantes da rede: acadêmicos, especialistas e pesquisadores, vindos de diversas regiões do país, representando Poder Público e órgãos que trabalham com o tema. Também autoridades e representatividades, locais e regionais. A organização do encontro ficou a cargo da Administração Municipal, através de sua Secretaria de Desenvolvimento Rural Sustentável e Meio Ambiente.
Em pauta: avaliação da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco – principalmente de seus artigos 17 e 18: “alternativas economicamente sustentáveis à cultura do fumo” - no cenário internacional e nacional. Os debates discorreram ainda sobre ações da Sociedade Civil para implementação da Convenção Quadro e de potencialidades produtivas e superação da pobreza rural.
Ainda, fez parte do encontro, o balanço do amplo Projeto de Pesquisa e Desenvolvimento, em andamento no município de Dom Feliciano, nas áreas de saúde, comunicação e produção.

Produzindo Alimentos
O município de Dom Feliciano tem como base econômica a produção de tabaco. Das 2.570 propriedades de agricultores familiares, 1750 são produtoras de tabaco.
Como 88% da população do município depende da agricultura, a Prefeitura criou em 2009 o 1º Fórum da Agricultura Familiar. Este ano ocorreu a sua terceira edição, em paralelo ao X Fórum de Desenvolvimento Rural da Região Centro-Sul. Deste espaço de debate e da vontade política do Governo de Dom Feliciano, nasceram vários programas de diversificação da renda familiar. Programas que encontraram eco no Governo Federal, através de suas esferas ministeriais e órgãos afins.

Programa de Alimentação Escolar
Para seguir o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), no mínimo 30% da alimentação escolar deve ser adquirida da agricultura familiar. Em Dom Feliciano, calcula-se que até o final do ano, cerca de 50% da alimentação escolar, seja adquirida dos produtores rurais do município.

Mais Peixe
O Programa Mais Peixe, com ações simultâneas de capacitação, assistência técnica e custeio das obras de escavação dos açudes, visa estimular a piscicultura em Dom Feliciano. Além disso, agregar renda aos agricultores familiares.
Este programa tem o apoio do Ministério da Pesca e Aquicultura e pretende incentivar a produção de peixes em 60 propriedades de agricultores familiares. Para cada família foi elaborado um projeto individual, com licenciamento ambiental. Seis açudes já estão concluídos e dois em andamento. Os tanques do programa têm como padrão 60x80m, aproximadamente 5000 m² de lâmina de água.

Pró-Uva
A Administração Municipal, através da Secretaria de Desenvolvimento Rural Sustentável e Meio Ambiente, fornece aos produtores rurais, o frete da cama de aviário, frete do calcário e patrulha agrícola. Isso representa cerca de 40% do custo do empreendimento;
A Equipe da Secretaria e EMATER prestam toda orientação técnica para correta implantação e condução do trabalho com as videiras. 33 propriedades participam do programa Pró-Uva;
25 mil mudas - feitas a partir de parreiras já implantadas no município - foram produzidas no horto municipal, possibilitando a adesão de novos produtores ao programa. Esta produção representou uma economia de aproximadamente R$ 40.000,00 aos cofres municipais, em comparação se as mudas tivessem sido compradas.


Avicultura Colonial
O Programa de Avicultura Colonial é um projeto realizado em parceria com o MDA e Emater. Os recursos já foram disponibilizados e aguarda-se a autorização para a compra dos equipamentos e insumos para formação de aviários de corte e postura.  Haverá a aquisição de abatedouros, indústria de ração, classificação de ovos, veículos para transporte de insumos, transporte da produção, tendo um acompanhamento da ATER.

Bacia Leiteira
Existem 16 produtores de leite em Dom Feliciano. O transporte do produto, das propriedades até a empresa compradora, é feito pela Prefeitura. Também, uma parceria foi firmada com Amaral Ferrador, pela qual, a produção do município vizinho (que inicia na atividade leiteira), é transportada pelo caminhão donfelicianense. Desse modo, diminuindo os custos para ambas as administrações.

PAA (Programa de Aquisição de Alimentos)
O PAA surge num momento em que cresce o número de agricultores interessados em diversificar. E eles precisam de mercado. 62 cooperados irão.

Projetos estruturantes de cadeias
Com o objetivo de agregar o máximo de valor possível para os agricultores familiares, diretamente ou através da cooperativa, e conquistar novos mercados, vários projetos estão sendo desenvolvidos como forma de organizar as cadeias. Aqui destacamos os principais: Central de Processamento de Alimentos, Padaria comunitária, Caminhão transportador, Agroindústria de sucos e outros derivados, Espaço de formação. Ainda, em seu início, encontram-se projetos para a Produção de Nozes e Ovinocultura no município.


Créditos:
Leandro Porto
Jornalista

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Assitência Técnica na Produção das Mudas do Pepino

Mudas para o plantio(E).
Bandeja com dois dias de semeadura (para replantio, D).
















O produto será aplicado na muda.




Mais informações da produção das mudas pelo email: